Após mais de R$ 200 bilhões em receitas, o que mudou em Alagoas?

Em 2012, o governador Teotônio Vilela Filho articulou um empréstimo de 250 milhões de dólares junto ao Banco Mundial para Alagoas. Apesar da aprovação do Senado em 2013, os recursos só foram liberados em 2015, já no início do governo Renan Filho.

Com a entrada do dinheiro, o Estado recebeu cerca de R$ 400 milhões para programas de modernização da máquina pública. Em 2017, Renan Filho assinou novo empréstimo internacional de 60 milhões de dólares, adicionando mais R$ 300 milhões aos cofres estaduais.

Além dos financiamentos internacionais, Alagoas recebeu mais de R$ 2 bilhões com a concessão do saneamento da Casal e registrou forte crescimento das receitas de ICMS e FPE. Entre 2015 e maio de 2026, os repasses federais ao Estado somaram cerca de R$ 147 bilhões.

Somando empréstimos, venda da Casal e demais receitas, o volume de recursos administrados pelos governos Renan Filho e Paulo Dantas ultrapassa a marca dos R$ 200 bilhões.

Ao mesmo tempo, a dívida estadual alcançou aproximadamente R$ 13,54 bilhões, equivalente a 71,45% da Receita Corrente Líquida. A partir de 2027, os próximos governadores começarão a pagar as parcelas principais dos empréstimos internacionais.

A pergunta que permanece é: diante de tantos recursos recebidos ao longo dos últimos anos, quais foram os resultados concretos entregues à população alagoana?

Produção investigativa do jornalista Fernando Valões
Edição: Miguel Rian

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Redação com Fernando valões-direto da Europa