Cinco suspeitos de sequestro e morte de homem concretado estão presos; um foi detido em AL

Cinco dos seis indiciados pelo sequestro e morte de Euclides de Oliveira, de 62 anos, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, estão presos. O quinto suspeito foi detido e teve a prisão confirmada na sexta-feira (28).

O homem, de 24 anos, era procurado por suspeita de participar das sessões de tortura e do homicídio de Euclides. Ele possui passagens por crimes patrimoniais e tráfico de drogas e foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis.

Entre os presos também está um homem de 21 anos, detido na terça (25) ao chegar a uma academia em Primavera, em Arapiraca (AL). Ele era procurado por homicídio e por suposta participação em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, com atuação em Goiás.

Na casa onde ele estava, os policiais encontraram porções de maconha e cocaína, dinheiro, uma balança de precisão, embalagens para drogas e munições.

O sexto investigado foi identificado no início da investigação e chegou a ser preso quando o carro de Euclides foi encontrado. Na época, porém, ele foi solto por causa da fragilidade das provas. Agora, é considerado foragido.

Qual a motivação?

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, a forma como o crime foi praticado indica que os envolvidos não queriam apenas matar Euclides, mas também torturá-lo para conseguir uma suposta confissão.

Euclides foi morto após um dos indivíduos envolvidos acreditar que ele tinha abusado do irmão, de apenas 10 anos de idade. Volto a frisar, que todo o conteúdo probatório, as mensagens interceptadas e as oitivas, inclusive da mãe, não indicam esse abuso que essa criança teria sofrido. Então, nem mesmo o irmão tinha certeza de que teria acontecido abuso, mas resolveram pegar, torturar e matá-lo”, disse o delegado Carlos Fernandes.

De acordo com o delegado, a criança dormia na casa de Euclides, ia ao rancho dele e chegou a receber até PIX. Euclides também buscava o menino em casa e o levava para a escola. Apesar da proximidade, o delegado reforçou que a investigação não encontrou provas de que algum abuso tenha sido cometido.

A conclusão das provas também confirmou a dinâmica do crime. Euclides foi raptado por volta das 9h, em frente à própria casa, colocado em um carro e levado para um galpão.

Segundo a Polícia Civil, por volta das 14h ele já havia sido morto e concretado dentro de uma estrutura de geladeira. Os envolvidos ainda teriam esperado o concreto secar e, no dia seguinte, por volta das 10h, retiraram o corpo do local e o jogaram na mata onde ele foi encontrado.

Euclides Oliveira estava desaparecido desde 8 de junho. O corpo foi encontrado uma semana depois, dentro de uma carcaça de geladeira no bairro Nossa Senhora das Graças.

Redação com tnh1