O que deveria ser um momento de cuidado tornou-se uma tragédia anunciada na tarde deste sábado (24), no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Um acidente, que poderia ter sido facilmente evitado, deixou uma criança ferida após cair da garupa da moto conduzida pelo próprio pai.
Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o condutor apresentava sinais claros de embriaguez no momento do socorro. O resultado dessa mistura explosiva — álcool e imprudência — foi uma criança com fratura no fêmur e diversas escoriações, encaminhada às pressas para o Hospital Geral do Estado (HGE).
A Cultura do “É Logo Ali”
Infelizmente, o caso não é isolado. Tornou-se rotina em nossa cidade observar adultos dando a famosa “voltinha” com crianças sem capacete, subestimando o perigo em trajetos curtos. Esse ato, que muitos tratam com normalidade, é uma infração gravíssima e, acima de tudo, um crime contra a integridade física de quem não pode se defender.
O alerta é claro: A falta de fiscalização rigorosa não justifica a ausência de consciência. Um fêmur quebrado é uma dor terrível, mas o desfecho poderia ter sido o óbito.
O que precisa mudar?
É urgente que o poder público não apenas fiscalize, mas invista em políticas de conscientização que ataquem esse comportamento cultural. Transportar uma criança sem proteção e sob efeito de álcool não é um erro de percurso; é um ato criminoso que exige punições severas e processos judiciais imediatos.
Até quando a sorte será o único “capacete” das nossas crianças?
Redação com IA




