VÍDEO: Santana do Ipanema registra aumento alarmante da pobreza na gestão Bulhões

Em apenas cinco anos, os números deixaram de ser estatísticas frias e passaram a contar uma história dura em Santana do Ipanema — a história de uma população cada vez mais vulnerável.
Em 2020, quando Christiane Bulhões assumiu a prefeitura após a morte de seu pai, Isnaldo Bulhões, cerca de 6 mil famílias dependiam da distribuição de peixe na Semana Santa. Era um sinal de dificuldade, mas ainda distante do cenário que viria a se formar.
Ano após ano, o que deveria ser um gesto simbólico de apoio transformou-se em um retrato crescente da pobreza. Em 2021, após ser reeleita, aumentou 1.500 famílias para receber o peixe da Semana Santa, totalizando mais de 7.500 famílias. Em 2022, o número saltou para mais de 8.500 famílias. Em 2023, ultrapassou 10 mil. Ao final de 2024, o quadro se agravou ainda mais, evidenciando o avanço contínuo da vulnerabilidade social.
Com a transição de governo para o sobrinho da prefeita, Eduardo Portela Bulhões, a realidade se tornou ainda mais preocupante: 12.500 famílias passaram a depender da mesma ajuda — um aumento que escancara o crescimento da pobreza no município.
Por trás de cada número, existem histórias de dificuldade, de mesas vazias e de famílias que aguardam o ano inteiro por um único quilo de peixe. Enquanto isso, a dependência aumenta e a esperança de autonomia diminui.
O que deveria ser apenas uma tradição se transformou em símbolo de um problema maior: a dificuldade de romper o ciclo da pobreza. Em vez de redução, os dados apontam um aumento expressivo de famílias na linha da pobreza, superando 100% em cinco anos.
E a pergunta que ecoa é inevitável: até quando?
Mais do que números, essa é uma realidade que exige reflexão. Porque, enquanto a ajuda chega uma vez por ano, a necessidade permanece todos os dias.

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Redação com Fernando Valões, direto da Europa